"Niterói Além da Ponte" leva atrações a Bom Jesus de Itabapoana

A Praça Governador Portela, da cidade fluminense Bom Jesus do Itabapoana, recebe nos dias 28 e 29 de junho, sexta e sábado, duas atrações do Projeto Niterói Além da Ponte. Na sexta-feira, 28, às 20h, o cantor Marcos Halssemann promete um espetáculo que alia a liberdade que o jazz permite nas improvisações a um tempero bem brasileiro. No sábado, 29, às 20h, o grupo vocal Negros e Vozes apresenta seu show, que traz um repertório de músicas que remetem à cultura negra, com banda e algumas canções a capella. 

O Projeto Niterói Além da Ponte, iniciativa da Prefeitura de Niterói que tem como objetivo promover o intercâmbio cultural entre os municípios do Estado do Rio de Janeiro, ampliando assim, a circulação de artistas por todo o Estado. Durante os eventos, acontece uma exposição fotográfica com trabalhos dos artistas niteroienses André Cyriaco, Aporé de Paula, Clever Felix, Lucília Dowslley e Nathalia Felix. 

Marcos Halssemann

Niteroiense, Hasselmann teve sua iniciação musical aos 11 anos de idade, cantando em um grupo de serestas e tocando cavaquinho. Passou por diversos estilos, inclusive MPB, quando se apresentou em várias casas noturnas de Niterói, do Rio de Janeiro e de Punta del Este. Marcos já se apresentou no Teatro Municipal do Rio com a orquestra do Iate Real Britânico.

Em São Paulo, comandou o Sala de Estar, espetáculo que ficou durante um ano e nove meses em cartaz às quartas feiras no Terraço Itália, na companhia de grandes nomes como o Bira e Osmar Barutti, músicos do programa do Jô. Assumidamente influenciado por Frank Sinatra, promoveu em 2015 o espetáculo "Tributo a Frank Sinatra", com a Sampa Big Band. "Escolhi Frank Sinatra não só pelo fato deste ano ser o seu centenário, mas também pela importância dele no cenário musical mundial e pela influência que exerceu em minha carreira", diz. 

Hasselmann respira música. Para ele, tudo nasce e se transforma com a música. Para o cantor, sua missão é levar as pessoas para um lugar mágico que é aonde ele próprio se coloca quando está cantando. Com seu som elegante e eclético, mescla hits super dançantes de cantores como: Amy Winehouse, Janis Joplin, Joe Cocker, Ray Charles, entre outras. A apresentação também abrange interpretações românticas, emocionantes de tirar o fôlego. 

Negros e Vozes

Formado por Bira, Léo, Anderson e Negro Dinho, atualmente o grupo Vocal Negros e Vozes traz um repertório bem diversificado com o objetivo de atender a todos os gostos, o que atrai a admiração e reconhecimento do público. Ao longo dos 17 anos de carreira o grupo fez vários shows importantes em alguns estados do Brasil.

Apresentou-se com alguns artistas renomados, tais como: Paula Lima, no aniversario de 6 anos do programa Ação da Rede Globo, quando receberam um troféu do programa e dividiram o palco com o grupo MPB4 no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC). 

Em 2016, participaram no quadro "A cappella" do Domingão do Faustão da Rede Globo, com a direção de Simoninha e Jair oliveira, chegando até a semifinal do concurso. Com dois CDs gravados, o Negros e Vozes se prepara para lançar seu terceiro disco, um EP com uma proposta bem envolvente. 


Projeto "Niterói Além da Ponte"

Demanda histórica dos artistas de Niterói, o Projeto Niterói Além da Ponte levará 35 artistas de Niterói das áreas de música, dança, teatro e profissionais da fotografia (com uma exposição itinerante), todos selecionados via edital, a 16 municípios parceiros, entre os meses de maio a julho, sempre nos fins de semana (sexta a domingo). 

Maiores informações em www.niteroialemdaponte.com.br

SERVIÇO

Niterói Além da Ponte

Marcos Halssemann
Data: 28 de junho, sexta-feira
Horário: 20h

Negros e Vozes
Data: 29 de junho, sábado
Horário: 20h 

Local: Praça Governador Portela - Bom Jesus do Itabapoana
ENTRADA GRATUITA

"Niterói Além da Ponte" leva atrações a Campos dos Goytacazes

A cidade de Campos dos Goytacazes, parceira do Projeto Niterói Além da Ponte, recebe nos dias 28 e 29 de junho, duas atrações musicais na Praça São Salvador. Na sexta-feira, às 18h, a banda Kapitu promete levar ao público seu som autoral repleto de referências do Rock, Blues e R'n'B. No sábado, às 11h, Rodrigo Bessa apresenta o repertório de seu mais recente trabalho, Catador de Poemas, a personificação dos poemas "catados" pelo autor, que melodicamente passeiam pelo pop, rock, reggae, xote, samba, samba-canção e fox-trot. 

O Projeto Niterói Além da Ponte, iniciativa da Prefeitura de Niterói que tem como objetivo promover o intercâmbio cultural entre os municípios do Estado do Rio de Janeiro, ampliando assim, a circulação de artistas por todo o Estado. Durante os eventos, acontece uma exposição fotográfica com trabalhos dos artistas niteroienses André Cyriaco, Aporé de Paula, Clever Felix, Lucília Dowslley e Nathalia Felix. 

Kapitu

Formada em 2008 por Yuri Corbal (guitarra e voz), Irlan Guimarães (baixo), Rafael Marcolino (bateria) e Eduardo Matos (guitarra), a banda de rock and blues Kapitu sempre teve como objetivo trabalhar músicas autorais, e desde então vem gravando e fazendo shows para se estabelecer na cena Rock, cada vez atingindo públicos maiores. Em 2012, a banda foi finalista do WebFestValda, realizado no Circo Voador, e Yuri Corbal levou o prêmio de melhor guitarrista do festival. 

Após 5 anos de trabalho, em 2013 gravaram o primeiro álbum, Utopia. No mesmo ano, a música "Não Deixe Amanhecer" é escolhida como tema da abertura do programa "Rota 51 ICE", apresentado por Bruno de Luca e divulgado pela internet. 

Experimentando novos sons, climas e arranjos, Vermelho, o segundo disco da banda é definitivamente um grande salto na sonoridade da banda. Gravado em 2015, o álbum também conta com as participações especiais de Gê Fonseca nos teclados e Lis Vanelle nos vocais adicionais. O show de lançamento foi realizado em Junho de 2015 no Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói-RJ, com a casa praticamente lotada, registrando um dos maiores públicos num show de música autoral neste espaço. 

Em 2017, surge "Cenas do Cotidiano", a primeira música inédita lançada em um single de forma isolada. Inspirada  pelo  momento  social e político em que vivemos, não só em nosso país, mas no mundo de uma forma geral, a Kapitu traz no  instrumental o mesmo peso da letra, que tem como tema principal a violência que nossa sociedade sofre todos os dias. 

Rodrigo Bessa

Músico, cantor e compositor carioca, Rodrigo Bessa passeia com suas composições pelo Pop, Rock, MPB, buscando sempre uma mistura original para as gravações. Há 25 anos na estrada musical e premiado em diversos festivais nacionais da canção, como Festival de Alegre (ES) e FERA de Governador Valadares (MG), Bessa já se apresentou em inúmeros projetos da prefeitura de Niterói, como Arte na Rua, Teatro Popular, etc. 

Com a The Calangles Rock Band, já se apresentou em Liverpool no famoso Cavern Club, com a Banda Tal, viajou o país apresentando o CD "Que tal" e com o Bloco do Vigário, também viajou o país, abrindo shows de Cláudia Leite, Ivete Sangalo, Asa de Águia, Jammil, etc. Hoje Rodrigo apresenta seu disco "Catador de Poemas" e é da equipe musical do programa "Lady night", da apresentadora Tatá Werneck, no canal Multishow. Além de músico, também é idealizador e realizador de eventos de grande porte, como o Festival Niterói Beatleweek. 

O Catador de Poemas, o mais recente trabalho, nasceu e cresceu embalado pela poesia. Quando amadureceu, virou música e se transformou num projeto que representa as asas de seus poemas para que eles alcancem voos mais altos e atinjam mais pessoas. 

Projeto "Niterói Além da Ponte"

Demanda histórica dos artistas de Niterói, o Projeto Niterói Além da Ponte levará 35 artistas de Niterói das áreas de música, dança, teatro e profissionais da fotografia (com uma exposição itinerante), todos selecionados via edital, a 16 municípios parceiros, entre os meses de maio a julho, sempre nos fins de semana (sexta a domingo). 

Maiores informações em www.niteroialemdaponte.com.br

SERVIÇO

Niterói Além da Ponte

Kapitu
Data: 28 de junho, sexta-feira
Horário: 18h

Rodrigo Bessa
Data: 29 de junho, sábado
Horário: 11h

Local: Praça São Salvador - Campos dos Goytacazes
ENTRADA GRATUITA

Parceira do Projeto Niterói Além da Ponte, Paraty recebe dois eventos musicais entre os dias 21 e 22 de junho. Agendado para a Praça da Matriz, na sexta, 21, às 22h, o pianista Marcos Nimrichter apresenta se trio de jazz, formado ele, Jefferson Lescowich (baixo) e Rafael Barata (bateria). No mesmo local, no sábado, 22, também às 22h, será a vez da The Calangles Rock Band, grupo que se define "completamente influenciado pelos Beatles", mas que dá ao som do quarteto de Liverpool, uma pegada mais rock and roll. A Praça da Matriz fica na rua Dona Geralda s/n, Centro. 

A cidade e sua história

Junto ao oceano, entre dois rios, Paraty foi projetada levando em conta o fluxo das marés. Como resultado, muitas de suas ruas são periodicamente inundadas pela maré. Anteriormente ao Descobrimento do Brasil pelos europeus, a região da atual Paraty era habitada por indígenas guaianás. Por volta do ano 1000, estes foram expulsos para o interior do continente devido à chegada dos tupis, procedentes da Amazônia. 

Nos primeiros anos do século XVI, os portugueses já conheciam a trilha aberta pelos Guaianás (Trilha dos Goianás) ligando as praias de Paraty ao vale do Paraíba, para lá da Serra do Mar. O primeiro registro escrito sobre a região da atual Paraty é o livro do mercenário alemão Hans Staden, "História verdadeira e descrição de um país de selvagens..." (Marburgo, 1557), que narra a estadia deste por quase um ano em aldeias Tupinambás nas regiões de Paraty e de Angra dos Reis.

O núcleo de povoamento europeu iniciou-se no morro situado à margem do rio Perequê-Açu (depois Morro da Vila Velha, atual Morro do Forte). A primeira construção de que se tem notícia é a de uma capela, sob a invocação de São Roque, então padroeiro da povoação, na encosta do morro. O aldeamento dos Guaianás localizava-se à beira-mar. Em 1636, Maria Jácome de Melo fez a doação de uma sesmaria na área situada entre os rios Perequê-açu e Patitiba (atual rio Mateus Nunes) para a instalação do povoado que crescia, com as condições de que os indígenas locais não fossem molestados e de que fosse erigida uma nova capela, sob a invocação de Nossa Senhora dos Remédios. Essa sesmaria corresponde à região do atual Centro Histórico da cidade.

A partir de 1664 várias comunidades se registraram entre os moradores, visando tornar a povoação independente da vizinha Angra dos Reis, o que veio a ocorrer em 1670, conferindo à vila o nome de "Vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty".

Com a descoberta de ouro na região das Minas Gerais, a dinâmica de Paraty ganhou novo impulso. Em 1702, o governador da capitania do Rio de Janeiro determinou que as mercadorias somente poderiam ingressar na Colônia pela cidade do Rio de Janeiro e daí tomar o rumo de Paraty, de onde seguiriam para as Minas Gerais pela antiga trilha indígena, agora pavimentada com pedras irregulares, que passou a ser conhecida por "Caminho do Ouro". A abertura do chamado "Caminho Novo", ligando diretamente o Rio de Janeiro às Minas, tiveram como consequência a diminuição do movimento na vila. 

Para burlar a proibição ao tráfico de escravos decretada pelo regente Padre Diogo Antônio Feijó, o desembarque de africanos passa a ser feito em Paraty. As rotas, por onde antes circulava o ouro, passaram então a ser usadas para o tráfico e para o escoamento da produção cafeeira do vale do Paraíba, que então se iniciava. À época do Segundo Reinado, um Decreto-lei de 1844, do imperador Pedro II do Brasil, elevou a antiga vila à cidade.

A cidade e o seu patrimônio foram redescobertos em 1964, com a reabertura da estrada que a ligava ao estado de São Paulo - a Paraty-Cunha -, vindo a constituir-se em um polo de atração turística. Desse modo, em 1958, o conjunto histórico de Paraty foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O movimento turístico intensificou-se com a abertura da Rio-Santos (BR-101) em 1973. Hoje, a cidade é o segundo polo turístico do estado do Rio de Janeiro e o 17º do país. O jornal The New York Times, destacou a cidade como destino cultural mais rico da Costa Verde. 

Cultura

Vários eventos culturais têm Paraty como sede, sendo o mais concorrido e conceituado a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Realizada desde 2003, a FLIP conta com a presença de escritores nacionais e estrangeiros que participam de palestras e debates nos prédios históricos ou em tendas armadas nas ruas. A cada ano, a festa é dedicada à memória de um grande escritor já morto. 

Outros eventos importantes que ocorrem na cidade são: Festival da Pinga, Festa do Divino Espírito Santo, Festa de Nossa Senhora dos Remédios, Festa de Santa Rita, Parati em Foco e a Mostra Rio-São Paulo de Teatro de Rua. Entre os principais patrimônios culturais de Paraty se encontram: Forte Defensor Perpétuo; Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios; Igreja de Santa Rita de Cássia; Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito; e Igreja de Nossa Senhora das Dores. 

Projeto "Niterói Além da Ponte"

Uma iniciativa da Prefeitura de Niterói, o Projeto "Niterói Além da Ponte" tem como objetivo promover o intercâmbio cultural entre os municípios do Estado do Rio de Janeiro, ampliando assim, a circulação de artistas por todo o Estado. Demanda histórica dos artistas da cidade, o projeto levará 35 artistas de Niterói das áreas de música, dança, teatro e profissionais da fotografia (com uma exposição itinerante), todos selecionados via edital, a 16 municípios parceiros, entre os meses de maio a julho, sempre as sextas e sábados. 

Parceira do Projeto Niterói Além da Ponte, a cidade de Macaé recebe nos dias 14 e 15 de junho, sexta e sábado, duas atrações musicais. Na sexta-feira, 14, às 18h, o cantor e compositor Raphaello Mazzei, apresenta seu álbum "Equilíbrio Fundamental", com canções pop marcadas pelo suingue da verdadeira black music. No sábado, 15, às 17h, será a vez da cantora e percussionista Júlia Vargas apresentar sem mais novo trabalho, "Pop Banana". Os eventos acontecem na Praia dos Cavaleiros. 

A cidade e sua cultura

Descobertas de sambaquis na Praia de Imbetiba, comprovam que a região de Macaé já era povoada por indígenas há milhares de anos. Quando os primeiros colonos de origem europeia chegaram ao local, no século XVI, encontraram duas tribos rivais: os tamoios e os goytacazes. As terras do atual município faziam parte da Capitania de São Tomé, indo do Rio Itabapoana ao Rio Macaé e foi batizada de "Macahé". 

Seu povoamento de origem europeia iniciou-se em 1614, quando Portugal se encontrava sob o domínio da Espanha. Para evitar invasões de inimigos, criou-se uma aldeia de índios catequizados por jesuítas, que começaram a chegar na região por volta de  1630. No princípio, foi fundada, à margem do rio Macaé e próxima ao Morro de Sant'Ana, uma fazenda agropecuária, que, no correr dos anos, ficou conhecida como "Fazenda de Macahé". 

No alto do morro, foram construídos um colégio, uma capela e um pequeno cemitério, o qual guarda, até hoje, os restos mortais de alguns jesuítas. Em 1759, a fazenda foi incorporada aos bens da coroa portuguesa pelo desembargador João Cardoso de Menezes. Nesta ocasião, os jesuítas foram expulsos do Brasil, imposição feita pelo Marquês de Pombal. Em 1813, foi elevado a município e, em 1846, a Vila de Macaé passou à condição de cidade. 

Entre os principais equipamentos culturais da cidade se destaca o Parque de Exposição Latiff Mussi, que fica na localidade de São José do Barreto e é considerado o terceiro melhor parque do país em infraestrutura. Tem 80 000 metros quadrados e, entre os eventos realizados, está a Expo Macaé, com rodeio e shows de música popular brasileira de primeira qualidade. 

A Igreja de Sant'Anna, segundo a antiga Lenda da Santa Fujona, que diz que a porta principal foi voltada para oeste para impedir que a santa, de mesmo nome, fugisse do altar. Como, ainda segundo a lenda, a santa fugia, com saudades de sua ilha, mudaram a fachada da igreja para que a santa não pudesse mais avistar seu local de origem, e não mais poderia fugir. Na década de 1990, no entanto, a imagem da santa sumiu e nunca mais foi encontrada. 

Projeto "Niterói Além da Ponte"

Uma iniciativa da Prefeitura de Niterói, o Projeto "Niterói Além da Ponte" tem como objetivo promover o intercâmbio cultural entre os municípios do Estado do Rio de Janeiro, ampliando assim, a circulação de artistas por todo o Estado. Demanda histórica dos artistas da cidade, o projeto levará 35 artistas de Niterói das áreas de música, dança, teatro e profissionais da fotografia (com uma exposição itinerante), todos selecionados via edital, a 16 municípios parceiros, entre os meses de maio a julho, sempre as sextas e sábados. 


SERVIÇO

Projeto Além da Ponte

Raphaello Mazzei
Data: 14, sexta-feira
Horário: 18h

Júlia Vargas
Data: 15, sábado
Horário: 17h

Local: Praia dos Cavaleiros, Macaé
ENTRADA GRATUITA

Como uma das parceiras do Projeto Niterói Além da Ponte, São Pedro da Aldeia, histórico município da Região dos Lagos fluminense, recebe no mês de julho duas atrações musicais que são sucesso de público em Niterói. No dia 05 de julho, sexta-feira, às 19h, a banda Facção Caipira ousa ao misturar o Stoner Rock com o Brega, passeando pela MPB e Blues com pitadas brasileiras de frevo, marchinhas e outros atrevimentos. No sábado, 06, às 19h, a cantora Alice Serrano e seu grupo de sambistas se reúnem para apresentar um repertório que inclui Cartola, Candeia, Nelson Cavaquinho, Ataulfo Alves, Noel Rosa, Dorival Caymmi, João Bosco, Chico Buarque, Paulinho da Viola, D. Ivone Lara, Martinho da Vila, Jorge Aragão entre outros. 

O núcleo original da Aldeia de São Pedro do Cabo Frio foi constituído, em 1617, por 500 índios já catequizados, trazidos do Espírito Santo, da aldeia de Reritiba, na qual havia exercido o sacerdócio o padre José de Anchieta. Para ter uma ideia do crescimento da aldeia, em 1689, a aldeia tinha três vezes a população de Niterói. 

Seguindo a vocação da região abundante em vento e sol, São Pedro da Aldeia teve como principal atividade econômica, desde a época do Brasil Colônia, a extração de sal marinho, contrariando inicialmente o Império Português, que detinha o monopólio do comércio da especiaria. Contudo a atividade decaiu com a competição com o sal do Rio Grande do Norte e com a ajuda da especulação imobiliária gerada pelo turismo.

São Pedro da Aldeia é um dos principais centros históricos e culturais do Estado do Rio. Abriga monumentos de grande importância como a Casa da Flor e igrejas construídas pelos padres na fundação da aldeia, como a Igreja Matriz de São Pedro, todas tombadas pelo Patrimônio histórico. Também sedia museus de grande importância, como o único Museu da Aviação Naval do Brasil, e, em fase de conclusão, o Museu ferroviário da Região dos Lagos na Antiga estação São Pedro, que está sendo implementado pelo IPHAN. 

A Casa dos Azulejos é um imóvel em estilo colonial construído pela família do fazendeiro português de Feliciano Gonçalves Negreiro no ano de 1847. O material utilizado na construção foi argamassa de argila, conchas e óleo de baleia, com telhas do tipo que os escravos modelavam uma a uma sobre suas coxas, além de um revestimento em azulejos fabricados em Portugal, fato que tornou o imóvel característico e requintado. Recebeu visitas ilustres, sendo uma delas a herdeira do trono do Império do Brasil, a Princesa Isabel e seu marido Gastão de Orléans, o Conde D'EU. 

O Teatro Átila Costa é o maior teatro da Região dos Lagos, possui uma área de 1.330,26m², a caixa cênica do teatro foi elaborada por José Dias, o qual foi consultor técnico responsável pela reforma do Theatro Municipal do Rio de Janeiro na reforma de 2009-2010. Possui "palco italiano" com 14x8m, capacidade para 404 lugares e uma Escola de Artes, com quatro grandes salas para oficinas, salas de som e iluminação e banheiros. O salão de entrada é amplo e abriga exposições de artes plásticas. 

 

SERVIÇO

Niterói Além da Ponte

Facção Caipira
Data: 05 de julho, sexta-feira
Horário: 19h

Alice Serrano
Data: 06 de julho, sábado
Horário: 19h

Local: Praça das Águas - Bom Jesus do Itabapoana
End: Avenida São Pedro 322, Centro
ENTRADA GRATUITA

A cidade de Resende, parceira do Projeto Niterói Além da Ponte, recebe no mês de junho duas atrações musicais na Praça do Trenzinho, no bairro Campos Elíseos. Na sexta-feira, 21 de junho, às 20h, o instrumentista Sérgio Chiavazzoli, que por muitos anos emprestou sua guitarra e seu bandolim à banda que acompanhava Gilberto Gil pelo Brasil e pelo mundo. No sábado, 22, às 11h, o compositor e trompetista Silvério Pontes apresenta um show que tem como inspiração, seu primeiro CD autoral, intitulado "Reencontro". 

Localizada às margens do Rio Paraíba do Sul e da Rodovia Presidente Dutra, Resende era habitada originalmente por índios Puris, que a chamavam Timburibá. O desenvolvimento do lugar foi rápido, devido a fatores como estar a meio caminho entre Rio de Janeiro e São Paulo, além da proximidade com a capitania de Minas Gerais. Rapidamente, já possuía fábricas de anil, açúcar e plantações variadas. Em 1770, trouxeram-se as primeiras mudas de café, que teve seu plantio incentivado no local. No dia 29 de setembro de 1801, foi instalada a vila de Resende, por ato do 13º vice-Rei e segundo conde de Resende, general José Luís de Castro. 

Principal polo do chamado Ciclo do Café do Vale do Paraíba, em 1848 Resende elevou seu status de vila a cidade. Por volta de 1850, houve a crise do café, o que fez com que, com o tempo, as fazendas diversificassem a sua produção. 

Resende é a capital da Região das Agulhas Negras, conhecida nacionalmente e internacionalmente pelos seus relevos montanhosos, cachoeiras, rios cristalinos, fauna e flora e segundo polo turístico mais visitado do estado do Rio de Janeiro, perdendo apenas para a capital. O Parque Nacional Itatiaia, localizado em Itatiaia e em Resende, é a mais antiga unidade de conservação do Brasil, criado em 14 de junho de 1937. Vizinha ao Parque, Visconde de Mauá, distrito que teve colonização alemã no início do século XX e "invasão" dos hippies nos anos 1970, conta com paisagem alpina, cachoeiras, locais para a prática de esportes como o voo livre, canoagem, trilhas e mountain bike, além de diversificada gastronomia. 

O Centro Histórico de Resende possui diversos casarões, praças, pontes e igrejas do século XIX. O mais bem conservado é a Fazenda do Castelo, localizada na área urbana. Concluída em 1835, em estilo neo-romântico, com 26 cômodos e 650 m² de área construída, foi sede de uma fazenda de café com mais de mil alqueires de extensão. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição começou a ser construída em 12 de maio de 1747 e foi inaugurada em 1813. Sofreu algumas reformas, mas ainda conserva em seu acervo algumas peças da época de sua construção. Há uma imagem de Santana e Nossa Senhora Menina em madeira e de tamanho natural. A Ponte Nilo Peçanha, construída entre 1902 e inaugurada em 1905, atualmente é usada para a travessia de pedestres sobre o Rio Paraíba do Sul. É uma ponte de estrutura metálica pré-fabricada, importada da Bélgica. Forma, hoje, em conjunto com a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, um marco da cidade. 

Importante patrimônio histórico e cultural do município, o Cine Teatro Vitória, com capacidade para 1.200 pessoas, fica localizado no Centro Histórico. Nele, é realizado, anualmente, o Festival de Teatro de Resende (Fester). Há ainda o Teatro General Médici, construído em 1943 e que possui bela riqueza arquitetônica. A vida cultural da cidade foi enriquecida com a inauguração do moderno Teatro Novo, em 1988, o maior teatro acadêmico da América Latina, com capacidade para 2.884. Entre os museus, se destacam o Museu da Imagem e do Som, localizado na Fundação da Cultura Macedo Miranda; o Museu de Arte Moderna; o Museu Militar da Academia Militar das Agulhas Negras; o Arquivo Histórico Municipal de Resende; e a Casa da Cultura Macedo Miranda reúne importante acervo cultural e promove atividades diversas o ano todo. 

SERVIÇO

Niterói Além da Ponte

Sérgio Chiavazzoli
Data: 21 de junho, sexta-feira
Horário: 20h

Silvério Pontes
Data: 22 de junho, sábado
Horário: 11h

Local: Praça do Trenzinho, bairro Campos Elíseos - Resende
ENTRADA GRATUITA

A cidade de Quissamã, na região do Norte Fluminense, também participa do Projeto Niterói Além da Ponte, com a apresentação de dois espetáculos na Praça da Matriz. Na sexta-feira, 14, às 13h, a Lobianco Produções apresenta o espetáculo infantil "Era uma vez ... Cantos e Cantigas", que conta a história de três velhinhos muito divertidos e atrapalhados. No sábado, 15 de junho, às 18h, a cantora e compositora Keylla Fogaça, que em 2013 assumiu a quarta voz do Quarteto em Cy, indicada pela própria Cybele Freire para substituí-la, apresenta um repertório que perpassa por trilhas sonoras dos filmes nacionais da década de setenta. 

Um dos raros municípios brasileiros cujo nome têm origem africana - uma região de Angola, Quissamã era dominada pelos índios Goytacazes na época do Descobrimento do Brasil. No primórdio da colonização portuguesa, suas terras fizeram parte da Capitania de São Tomé, mas a região de Quissamã não foi ocupada pelos portugueses. Abandonada, 7 capitães portugueses solicitaram as terras da região como pagamento pelos serviços militares por eles prestados nos combates contra os piratas franceses que infestavam o norte do Rio de Janeiro e nas guerras com os holandeses. 

O governador da capitania do Rio de Janeiro, Martim Correa de Sá, então concedeu-lhes, 1627, uma sesmaria que se estendia do rio Macaé e até o cabo de São Tomé e que incluía o território atual de Quissamã. Os índios Goytacazes da região foram atacados em 1630 pelos índios tupinambás cristianizados da Aldeia de São Pedro e, em seguida, dizimados por expedições militares de portugueses do Espírito Santo (estado). A região ficou praticamente vazia, o que facilitou sua colonização posterior.

Desmembrada de Campos dos Goytacazes em 1988, Quissamã possui um dos maiores patrimônios históricos e culturais do Estado do Rio de Janeiro, especificamente relacionado com o desenvolvimento e apogeu da produção do açúcar no norte fluminense. Destacam-se várias construções bem preservadas e abertas à visitação como a Casa da Fazenda Mato de Pipa de 1777 (a mais antiga casa de senhor de engenho do norte fluminense) e a Casa da Fazenda Quissamã de 1826 (que pertenceu aos viscondes de Araruama e de Quissamã e, atualmente, é um museu). Existem vários outros solares do século XIX bem preservados como os das fazendas São Manoel, Santa Francisca, Melo, Floresta, entre outros.

Outras construções de importância história estão abandonadas, como a Casa da Fazenda Mandiqüera e o Engenho Central de Quissamã (o primeiro da América Latina). Há ainda ruínas imponentes como a Casa da Fazenda Machadinha, que pertenceu a um neto do duque de Caxias, cujas senzalas estão ainda habitadas por pessoas que preservaram uma culinária típica e o canto e dança do "fado de Quissamã", uma forma de jongo. 

SERVIÇO

Niterói Além da Ponte

Era uma vez ... Cantos e Cantigas
Data: 14 de junho, sexta-feira
Horário: 13h

Keylla Fogaça
Data: 15 de junho, sábado
Horário: 18h

Local: Praça Matriz - Quissamã
ENTRADA GRATUITA

A Concha Acústica de Rio das Ostras, cidade fluminense da Região dos Lagos, recebe nos dias 07 e 08 de junho, sexta e sábado, duas atrações do Projeto Niterói Além da Ponte. Na sexta-feira, 07, às 21h, o Duo formado por Marcelo Martins e Marcos Nimrichter apresenta um repertório de Jazz e MPB. No sábado, 08, às 21h, o baterista Claudio Infante e a cantora Taryn prometem um espetáculo recheado de clássicos de jazz e blues. 

Distrito de Casimiro de Abreu até 1992, Rio das Ostras é uma cidade da Região dos lagos fluminense. Habitada pelos índios Tamoios e Goitacases, Rio das Ostras tinha no século XVII a denominação de Rio Leripe (molusco ou ostra grande). Parte das terras foi delimitada com dois marcos de pedra, colocados em Itapebussus e na barreta do rio Leripe, com a insígnia do Colégio dos Jesuítas.

Os índios e os jesuítas deixaram suas marcas nas obras erguidas, como o da antiga igreja de Nossa Senhora da Conceição, o poço de pedras e o cemitério. Após a expulsão dos jesuítas no ano de 1759, a igreja foi terminada no final do século XVIII, provavelmente pelos Beneditinos e Carmelitas e no fim dos anos 1940 desmoronou totalmente sem restar ruínas. Uma nova igreja então foi construída, próximo ao local onde se situava a primeira.

Entre os pontos turísticos mais visitados estão: a Figueira Centenária, onde Dom Pedro II se sentou à sua sombra para descansar; a Casa da Cultura, que possui valor histórico e cultural avaliado e estimado pelo Inepac; o Museu do Sítio Arqueológico Sambaqui da Tarioba, com sua exposição de peças catalogadas pela época, origem e denominação em reconstituição da pré-história desta região; o Centro Ferroviário de Cultura de Rocha Leão, estação centenária que faz parte da linha que liga Barão de Mauá a Vitória; Poço de Pedras do Largo de Nossa Senhora da Conceição, construído em meados do século XVIII, por mão-de-obra escrava, era a fonte de água à beira-mar; e a Praça da Baleia, área de lazer e contemplação abriga a escultura de uma Baleia-jubarte com 20 metros de comprimento, toda estrutura metálica, recoberta com chapas de bronze e liga de latão, feita pelo artista plástico, Roberto Sá, conhecido internacionalmente pelas esculturas hiper-realistas. 

Rio das Ostras hoje é internacionalmente conhecida pelo seu Jazz & Blues Festival, que acontece anualmente no Feriado de Corpus Christi. 

Projeto "Niterói Além da Ponte"

Uma iniciativa da Prefeitura de Niterói, o Projeto "Niterói Além da Ponte" tem como objetivo promover o intercâmbio cultural entre os municípios do Estado do Rio de Janeiro, ampliando assim, a circulação de artistas por todo o Estado. Demanda histórica dos artistas da cidade, o projeto levará 35 artistas de Niterói das áreas de música, dança, teatro e profissionais da fotografia (com uma exposição itinerante), todos selecionados via edital, a 16 municípios parceiros, entre os meses de maio a julho, sempre as sextas e sábados. 

 

SERVIÇO

Niterói Além da Ponte

Duo Marcelo Martins
Data: 07 de junho, sexta-feira
Horário: 21h

Taryn e Cláudio Infante
Data: 08 de junho, sábado
Horário: 21h

Local: Concha Acústica - Rio das Ostras
End: Praça São Pedro, 83
ENTRADA GRATUITA

O Projeto Niterói Além da Ponte desembarca na cidade de Búzios nos dias 07 e 08 de junho, sexta e sábado, com duas atrações musicais na Praça Santos Dumont. A Orquestra Jovem da Grota se apresenta na sexta, 07, às 19h, trazendo doze jovens entre 15 e 18 anos, em um concerto que perpassa do erudito ao Popular internacional e nacional. No sábado, às 19h, a cantora Mona Vilardo apresentando seu espetáculo "Mona canta Dalva", uma homenagem à Rainha do Rádio Dalva de Oliveira. 

Armação dos Búzios, ou apenas Búzios, como é popularmente conhecido, é um município da Microrregião dos Lagos. Faz divisa com Cabo Frio, município do qual se tornou autônomo em 1995. A exploração turística e a ocupação imobiliária do local tiveram início após a fama internacional dada a Búzios pela atriz francesa Brigitte Bardot, que a visitou em 1964. Hoje, a cidade é tão visitada por turistas do mundo inteiro que alguns a chamam de "a Saint-Tropez brasileira". Búzios, com seus ventos fortes, é também muito procurada para a prática de iatismo e voo livre. 

Em meados do século XVII, Armação dos Búzios era uma pequena vila de pescadores, com cerca de vinte casas. Invadida por franceses e ingleses, tornou-se base de piratas, ponto de tráfico de pau-brasil e de desembarque ilegal de escravos africanos. Na Praia de Manguinhos, ainda pode-se apreciar o cais de pedra feito pelos escravos.  

A origem do turismo na região remete aos anos de 1940 e 1950, quando Búzios era apenas uma pacata aldeia de pescadores. No início, os turistas alugavam casas de pescadores. Aos poucos, o pacato vilarejo foi se transformando, à medida que ia sendo "descoberto" pelas elites do Rio de Janeiro e São Paulo.
Surgiram as primeiras casas de veraneio, concentradas, até a década de 1960, nas praias de Manguinhos e do atual Centro (praias do Canto e Armação).

O turismo passou realmente a se desenvolver a partir da "invasão argentina" no fim dos anos 1970, quando muitos argentinos abastados instalaram-se na região, compraram propriedades e estabeleceram residências e negócios. 

A cidade de Armação dos Búzios tem mais de 280 estabelecimentos gastronômicos, incluindo restaurantes e bares. Obviamente, por ser uma cidade litorânea, os frutos do mar são destaque, mas devido ao clima
cosmopolita da cidade aliado ao alto fluxo de turistas que chegam a bordo de cruzeiros, a cidade possui restaurantes italianos, franceses, orientais, além de outras nacionalidades. A oferta gastronômica da cidade vai desde pequenos estabelecimentos de pescadores até restaurantes de grandes resorts de luxo. No mês de Julho, é realizado o Festival Gastronômico de Búzios, onde muitos restaurantes oferecem seus pratos clássicos (ou alguns criados especialmente para o festival). 

Projeto "Niterói Além da Ponte"

Uma iniciativa da Prefeitura de Niterói, o Projeto "Niterói Além da Ponte" tem como objetivo promover o intercâmbio cultural entre os municípios do Estado do Rio de Janeiro, ampliando assim, a circulação de artistas por todo o Estado. Demanda histórica dos artistas da cidade, o projeto levará 35 artistas de Niterói das áreas de música, dança, teatro e profissionais da fotografia (com uma exposição itinerante), todos selecionados via edital, a 16 municípios parceiros, entre os meses de maio a julho, sempre as sextas e sábados. 

SERVIÇO

Niterói Além da Ponte

Orquestra Jovem da Grota
Data: 07 de junho, sexta-feira
Horário: 18h

Mona Vilardo
Data: 08 de junho, sábado
Horário: 19h

Local: Praça Santos Dumont - Búzios
ENTRADA GRATUITA

A cidade fluminense de Cachoeiras de Macacu recebe duas atrações do Projeto Niterói Além da Ponte, nos dias 31 de maio e 01 de junho. Na sexta-feira, às 21h, o quarteto Sambariah, grupo musical formado por 4 vozes femininas, violão e percussão, interpreta composições próprias e cria novos arranjos para outros compositores. No sábado, também às 21h, será a vez do cantor e compositor Lê Santana mostrar sucessos de grandes compositores brasileiros, como Djavan, Chico Buarque, Gonzaguinha, João Bosco, Baden Powell, além de Cartola, Marcio Proença, Tom Jobim e Vinicius de Moraes. As apresentações acontecem na Praça Duque de Caxias. 

Habitado originalmente por índios Coroados e Puris, o povoamento criado no século XVI, com a ocupação das margens do Rio Macacu, passou à categoria de vila em 1647, com o nome de Santo Antônio de Sá. Em 1929, a comunidade passou a designar-se Cachoeiras de Macacu e a sua sede foi elevada à categoria de cidade. 

Num pequeno núcleo agrícola instalado ao redor da antiga Capela de Santo Antônio, denominado Santo Antônio de Casseribu, aproveitando a fertilidade natural dos solos, desenvolveram-se cultivos de mandioca, milho, cana-de-açúcar, arroz e feijão. Até 1930, além das lavouras de subsistência, Cachoeira de Macacu dependia diretamente das atividades da oficina da Estrada de Ferro Leopoldina, que se aproveitava da localização estratégica do município, usando-o como local de transbordo para a subida da serra. 

Firmando-se na atividade agropecuária, Cachoeiras de Macacu, hoje já começa a sofrer os efeitos do avanço das grandes cidades ao seu redor, na medida em que suas terras passaram a ser procuradas como área de sítios de lazer. Comporta, ainda, próximo ao seus limites com o Município de Guapimirim, um assentamento agrícola de grande importância chamado São José da Boa Morte, com uma extensão de quase duzentos km² e que recebeu este nome por causa de uma igreja construída na época colonial. Hoje, a igreja está em ruínas e é um dos principais pontos turísticos da região. 

Atualmente, o município tem se tornado uma atração para os praticantes do trekking, do montanhismo, do rapel e de outras modalidades de esportes radicais e de ecoturismo, sendo que parte do seu território encontra-se situado nos limites do Parque Estadual dos Três Picos. Outras importantes unidades de conservação criadas em Cachoeiras de Macacu foram a Reserva Ecológica de Guapiaçu em terras particulares e a área de proteção ambiental do Rio Macacu. 

SERVIÇO

Niterói Além da Ponte

Sambariah
Data: 31 de maio, sexta-feira
Horário: 21h

Lê Santana
Data: 1º de junho, sábado
Horário: 21h

Local: Praça Duque de Caxias - Cachoeira de Macacu
ENTRADA FRANCA

A cidade serrana de Nova Friburgo, parceira do Projeto Niterói Além da Ponte, recebe nos dias 31 de maio e 01 de junho, duas atrações musicais na Praça Getúlio Vargas. Na sexta-feira, às 16h, o pianista Marvio Ciribelli mostra sua influência da fase de ebulição da Bossa Nova e do Samba-Jazz, registrados em 18 CDs lançados ao longo de sua carreira. No sábado, às 14h, a banda Bow Bow Cogumelo apresenta o show que já animou palcos como o Circo Voador, Teatro Odisseia, Grito Rock, Festa Nacional da Música, dentre outros. 

Até 1755, a região da atual Nova Friburgo era habitada por índios goitacases e puris. Em 1818, o Rei Dom João VI, sentindo a necessidade de estreitar os laços de amizades com os povos germânicos, propôs uma colonização planejada de cem famílias suíças na Fazenda do Morro Queimado, localidade de clima e características naturais semelhantes às de seu país de origem. Entre 1819 e 1820, a região foi colonizada por 265 famílias suíças, totalizando 1.458 imigrantes. Foi batizada pelos suíços com o nome de Nova Friburgo, em homenagem à cidade de onde partiu a maioria das famílias, Fribourg. 

Em janeiro de 1890, Nova Friburgo foi elevada à categoria de cidade, tendo sua população aumentado com a chegada de imigrantes italianos, portugueses e sírios. Em 1872, o Barão de Nova Friburgo trouxe, até a região, os trilhos da Estrada de Ferro Leopoldina. O município tem um forte apelo para o ecoturismo devido à sua paisagem, aos seus rios e trilhas e aos seus lugares bucólicos. Considerada por muitos a "Capital nacional da Lingerie", Nova Friburgo é a segunda maior produtora de flores do Brasil. 

Nova Friburgo inaugurou em 2008 o Teatro Municipal Laércio Ventura, na Praça do Suspiro, no centro, que trouxe para a cidade e região grandes espetáculos teatrais, além de musicais e eventos em geral. Os artistas plásticos sempre expõem seus trabalhos no Centro de Artes, no centro, que se destaca não só pelo estilo de construção, mas pelos trabalhos divulgados. As crianças também participam da cultura friburguense por meio da Oficina Escola, com inúmeros cursos para a criançada aprender e mostrar os resultados para o público em geral. Nova Friburgo também conta com o Centro de Documentação Histórica Pró-Memória, com fotos e jornais que contam a história da cidade.

Entre os principais eventos culturais promovidos na cidade, podemos citar: Fevest - Feira Brasileira de Moda Íntima, Praia, Fitness e Matéria-prima, considerada a maior feira de moda íntima da América Latina; Festa de São Pedro, a tradicional festa no distrito de São Pedro da Serra, uma festa junina típica, ocorre sempre na semana do dia 29 de junho desde 1865; Festival de Queijos e Vinhos, anualmente realizado no Nova Friburgo Country Clube; Festival de Inverno, que acontece em meados de julho a início de agosto com shows musicais de diversos gêneros, espetáculos teatrais e de dança, concertos eruditos, mostras de cinema, literatura e atividades culturais diversas; Jogos Florais de Nova Friburgo, que acontecem há cinquenta anos; e Festa Suíça e Festival do Chocolate, em comemoração ao dia primeiro de agosto, data nacional da Suíça. 

SERVIÇO

Niterói Além da Ponte

Marvio Ciribelli
Data: 31 de maio, sexta-feira
Horário: 16h

Bow Bow Cogumelo
Data: 01 de junho, sábado
Horário: 14h

Local: Praça Getúlio Vargas - Nova Friburgo
ENTRADA GRATUITA

Vizinha de Niterói, São Gonçalo é uma das cidades parceiras do Projeto Niterói Além da Ponte. Escolhida como palco das atrações, a Praça Zé do Garoto, no centro da cidade, recebe no dia 25 de maio, sábado, a Orquestra La Salle, que está comemorando 62 anos de atividades na formação musical dos alunos do Colégio La Salle Abel, na Zona Sul de Niterói. No sábado 13 de julho, às 18h, será a vez da apresentação da peça "SHAKESPEARE, William", espetáculo teatral que participou das comemorações mundiais dos 400 anos da morte do maior autor de teatro de todos os tempos. 

As terras de São Gonçalo foram doadas em 1579 para o nobre Gonçalo Gonçalves, que mandou construir uma capela em homenagem ao santo de mesmo nome. A capela, que ficou pronta em 1647, foi o marco original da cidade, e deu lugar à Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante. A partir de então, São Gonçalo é considerada freguesia de Niterói. O território era habitado por índios tamoios, e em meados do século XVII os jesuítas chegaram ao local. Foi emancipada em 1890. 

Segundo município mais populoso do Estado do Rio, atrás apenas da capital do estado, São Gonçalo foi inicialmente ocupada por jesuítas, que construíram a majestosa Fazenda Colubandê, mas depois deles vieram os sambistas, os nordestinos, os grafiteiros, skatistas, músicos, poetas. Ganhando as avenidas, com a Porto da Pedra encabeçando o carnaval fluminense, ganhando as lonas, pois de lá saiu Carequinha, o palhaço mais conhecido do Brasil. Dos meninos que aprendem os passos do break no Observatório do Hip Hop aos veteranos da Velha Guarda presidida por Dona Olinda, todos fazem da cidade múltipla um espetáculo único.

Entre os principais equipamentos culturais da cidade, estão o Teatro George Savalla Gomes, também conhecido como Teatro Carequinha, considerado o teatro municipal da cidade; a Casa das Artes Villa Real, inaugurada em 1999 para abrigar exposições de artistas plásticos da região; a Lona Cultural Lídia Maria da Silva, criada em 2003, que conta com espaço para cerca de 150 pessoas sentadas na arquibancada e 300 em pé sob o espaço da lona; e o SESC São Gonçalo, que tem uma sala de exposições, um teatro com capacidade para cerca de 350 pessoas e uma sala de cinema com 90 lugares, que apresenta filmes e debates relacionados à programação cultural mensal da unidade, com cunho mais educativo. 

Projeto "Niterói Além da Ponte"

Uma iniciativa da Prefeitura de Niterói, o Projeto "Niterói Além da Ponte" tem como objetivo promover o intercâmbio cultural entre os municípios do Estado do Rio de Janeiro, ampliando assim, a circulação de artistas por todo o Estado. Demanda histórica dos artistas da cidade, o projeto levará 35 artistas de Niterói das áreas de música, dança, teatro e profissionais da fotografia (com uma exposição itinerante), todos selecionados via edital, a 16 municípios parceiros, entre os meses de maio a julho, sempre as sextas e sábados. 

SERVIÇO

Niterói Além da Ponte em São Gonçalo

Orquestra La Salle
Data: 25 de maio, sábado
Horário: 11h

SHAKESPEARE, William (teatro)
Data: 13 de julho, sábado
Horário: 18h

Local: Praça Estephânia de Carvalho (Praça Zé Garoto)
End: Duas entradas: uma pela Rua Vereador Clemente Souza e Silva e outra pela Rua Cel. Serrado.
ENTRADA GRATUITA

O cantor e compositor André Jamaica e a Comrua Cia de Dança são as atrações agendadas pelo "Projeto Niterói Além da Ponte" para o município de Nova Iguaçu. Na sexta-feira, 24 de maio, às 17h, a Praça Ruy Barbosa recebe o sambista, que na década de 1990, dava seus primeiros passos na carreira artística no Daniel's Bar, em Nova Iguaçu. Já no sábado, 25, às 11h, no mesmo local, a Comrua apresenta seu espetáculo "Ronco dos Motores", que explora as técnicas contemporânea e urbana da formação dos 8 bailarinos no palco. 

Historicamente uma "cidade dormitório", Nova Iguaçu, localizada na Baixada Fluminense, vem mudando seu perfil sócio-econômico nos últimos anos. Além de um pujante parque industrial, possui centros de ensino e pesquisa, tais como o CEFET, SENAI, UFRRJ, UNIABEU e Unigranrio. Nova Iguaçu tem se tornado também um importante centro turístico da Região Metropolitana do Rio de janeiro. A Reserva Biológica do Tinguá e o Parque Municipal configuram-se como grandes áreas de preservação ambiental, enquanto que a Serra do Vulcão, com a prática de voo livre, é um relevante ponto de visitação. O patrimônio histórico é constituído pelas ruínas de Iguaçu Velho e da Fazenda São Bernardino. 

Nova Iguaçu possui importantes centros de cultura, lazer e entretenimento. Inúmeros eventos culturais são realizados no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, órgão responsável por projetar a vida cultural iguaçuana. O SESC Nova Iguaçu; o Espaço Nós da Baixada (expansão do Projeto Nós do Morro); a Escola Livre de Cinema; o Espaço Fama de Teatro; Espaço Cultural Cássia Wood; e o Centro de Artes Villelarte garantem  um diversificado apoio à produção artística da cidade. 

Com uma década de existência o Encontro de Artes Cênicas da Baixada Fluminense (EncontrArte) traz anualmente por 10 dias, espetáculos de qualidade gratuitamente para a população da região. Antes da abertura das peças, acontecem performances de teatro e danças com artistas da Baixada com o intuito de realizar uma divulgação cada vez maior do "fazer artístico" das cidades que compõem os 13 municípios e que juntos somam quase 4 milhões de habitantes. 

Projeto "Niterói Além da Ponte"

Uma iniciativa da Prefeitura de Niterói, o Projeto "Niterói Além da Ponte" tem como objetivo promover o intercâmbio cultural entre os municípios do Estado do Rio de Janeiro, ampliando assim, a circulação de artistas por todo o Estado. Demanda histórica dos artistas da cidade, o projeto levará 35 artistas de Niterói das áreas de música, dança, teatro e profissionais da fotografia (com uma exposição itinerante), todos selecionados via edital, a 16 municípios parceiros, entre os meses de maio a julho, sempre as sextas e sábados. 

Aguarde Nova Data.

SERVIÇO

Niterói Além da Ponte

 

O Projeto Niterói Além da Ponte desembarca no fim de semana (24 e 26 de maio), em Duque de Caxias. Na sexta-feira, 24, às 15h, no Teatro Municipal Raul Cortes, a trupe da Lobianco Produções promete divertir a garotada com o espetáculo "Dona Baratinha em tempos modernos", que traz uma versão modernizada da tradicional personagem da escritora Ana Maria Machado. Já no domingo, 26, também às 11h, o grupo Choro Malandro  mostra seu trabalho na Praça Roberto Silveira, no bairro de Jardim 25 de Agosto. 

Emancipado em 1943, o município de Duque de Caxias localiza-se na região conhecida como Baixada Fluminense, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Sua população estimada em 2018 era de 914 383 habitantes, sendo assim o terceiro mais populoso do estado. 

No âmbito cultural, Duque de Caxias conta com o Centro Cultural Oscar Niemeyer, na Praça do Pacificador, no Centro. Na região central, também pode ser visitada a Biblioteca Pública Leonel de Moura Brizola e o Teatro Municipal Raul Cortez. A biblioteca contém aproximadamente 10.000 obras e o teatro tem capacidade para 440 espectadores.

Também no centro de Duque de Caxias está localizada a Sociedade Musical e Artística Lira de Ouro, fundada em 1957 pelo trombonista Acácio de Araújo. Reconhecida em 2006 pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura, o local também abriga o Cineclube Mate com Angu. A Câmara Municipal de Duque de Caxias abriga Teatro Procópio Ferreira e o Instituto Histórico Thomé Siqueira Barreto, que possui em seu acervo cerca de 6.000 reproduções fotográficas, mil documentos, 680 livros e periódicos, 1.700 jornais e 85 quadros. Entre as peças do acervo, estão um castiçal e uma imagem de Santo Antônio, remanescentes da antiga Igreja São João Batista de Traiaponga (hoje Santa Terezinha, no Parque Lafaiete), fotos da chegada da água encanada a Duque de Caxias, a construção da Fábrica Nacional de Motores, a visita de Juscelino Kubitschek à Refinaria de Duque de Caxias e o código de postura da Vila da Estrela de 1846.

O bairro de Jardim Gramacho foi cenário de dois documentários premiados internacionalmente. Estamira (2004) e Lixo extraordinário (2009) documentam a vida de catadores de material reciclável que trabalham no aterro sanitário localizado nesse bairro.

Projeto "Niterói Além da Ponte"

Uma iniciativa da Prefeitura de Niterói, o Projeto "Niterói Além da Ponte" tem como objetivo promover o intercâmbio cultural entre os municípios do Estado do Rio de Janeiro, ampliando assim, a circulação de artistas por todo o Estado. Demanda histórica dos artistas da cidade, o projeto levará 35 artistas de Niterói das áreas de música, dança, teatro e profissionais da fotografia (com uma exposição itinerante), todos selecionados via edital, a 16 municípios parceiros, entre os meses de maio a julho, sempre as sextas e sábados. 

SERVIÇO

Niterói Além da Ponte

Dona Baratinha em tempos modernos
Data: 24 de maio, sexta-feira
Horário: 15h
Local: Teatro Municipal Raul Cortes
End: Praça do Pacificador, S/N – Vila Meriti – Duque de Caxias

Choro Malandro
Data: 26 de maio, domingo
Horário: 11h
Local: Praça Mantiqueira, Parque Xerém - Duque de Caxias

ENTRADA GRATUITA