Parceira do Projeto Niterói Além da Ponte, Paraty recebe dois eventos musicais entre os dias 21 e 22 de junho. Agendado para a Praça da Matriz, na sexta, 21, às 22h, o pianista Marcos Nimrichter apresenta se trio de jazz, formado ele, Jefferson Lescowich (baixo) e Rafael Barata (bateria). No mesmo local, no sábado, 22, também às 22h, será a vez da The Calangles Rock Band, grupo que se define "completamente influenciado pelos Beatles", mas que dá ao som do quarteto de Liverpool, uma pegada mais rock and roll. A Praça da Matriz fica na rua Dona Geralda s/n, Centro. 

A cidade e sua história

Junto ao oceano, entre dois rios, Paraty foi projetada levando em conta o fluxo das marés. Como resultado, muitas de suas ruas são periodicamente inundadas pela maré. Anteriormente ao Descobrimento do Brasil pelos europeus, a região da atual Paraty era habitada por indígenas guaianás. Por volta do ano 1000, estes foram expulsos para o interior do continente devido à chegada dos tupis, procedentes da Amazônia. 

Nos primeiros anos do século XVI, os portugueses já conheciam a trilha aberta pelos Guaianás (Trilha dos Goianás) ligando as praias de Paraty ao vale do Paraíba, para lá da Serra do Mar. O primeiro registro escrito sobre a região da atual Paraty é o livro do mercenário alemão Hans Staden, "História verdadeira e descrição de um país de selvagens..." (Marburgo, 1557), que narra a estadia deste por quase um ano em aldeias Tupinambás nas regiões de Paraty e de Angra dos Reis.

O núcleo de povoamento europeu iniciou-se no morro situado à margem do rio Perequê-Açu (depois Morro da Vila Velha, atual Morro do Forte). A primeira construção de que se tem notícia é a de uma capela, sob a invocação de São Roque, então padroeiro da povoação, na encosta do morro. O aldeamento dos Guaianás localizava-se à beira-mar. Em 1636, Maria Jácome de Melo fez a doação de uma sesmaria na área situada entre os rios Perequê-açu e Patitiba (atual rio Mateus Nunes) para a instalação do povoado que crescia, com as condições de que os indígenas locais não fossem molestados e de que fosse erigida uma nova capela, sob a invocação de Nossa Senhora dos Remédios. Essa sesmaria corresponde à região do atual Centro Histórico da cidade.

A partir de 1664 várias comunidades se registraram entre os moradores, visando tornar a povoação independente da vizinha Angra dos Reis, o que veio a ocorrer em 1670, conferindo à vila o nome de "Vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty".

Com a descoberta de ouro na região das Minas Gerais, a dinâmica de Paraty ganhou novo impulso. Em 1702, o governador da capitania do Rio de Janeiro determinou que as mercadorias somente poderiam ingressar na Colônia pela cidade do Rio de Janeiro e daí tomar o rumo de Paraty, de onde seguiriam para as Minas Gerais pela antiga trilha indígena, agora pavimentada com pedras irregulares, que passou a ser conhecida por "Caminho do Ouro". A abertura do chamado "Caminho Novo", ligando diretamente o Rio de Janeiro às Minas, tiveram como consequência a diminuição do movimento na vila. 

Para burlar a proibição ao tráfico de escravos decretada pelo regente Padre Diogo Antônio Feijó, o desembarque de africanos passa a ser feito em Paraty. As rotas, por onde antes circulava o ouro, passaram então a ser usadas para o tráfico e para o escoamento da produção cafeeira do vale do Paraíba, que então se iniciava. À época do Segundo Reinado, um Decreto-lei de 1844, do imperador Pedro II do Brasil, elevou a antiga vila à cidade.

A cidade e o seu patrimônio foram redescobertos em 1964, com a reabertura da estrada que a ligava ao estado de São Paulo - a Paraty-Cunha -, vindo a constituir-se em um polo de atração turística. Desse modo, em 1958, o conjunto histórico de Paraty foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O movimento turístico intensificou-se com a abertura da Rio-Santos (BR-101) em 1973. Hoje, a cidade é o segundo polo turístico do estado do Rio de Janeiro e o 17º do país. O jornal The New York Times, destacou a cidade como destino cultural mais rico da Costa Verde. 

Cultura

Vários eventos culturais têm Paraty como sede, sendo o mais concorrido e conceituado a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Realizada desde 2003, a FLIP conta com a presença de escritores nacionais e estrangeiros que participam de palestras e debates nos prédios históricos ou em tendas armadas nas ruas. A cada ano, a festa é dedicada à memória de um grande escritor já morto. 

Outros eventos importantes que ocorrem na cidade são: Festival da Pinga, Festa do Divino Espírito Santo, Festa de Nossa Senhora dos Remédios, Festa de Santa Rita, Parati em Foco e a Mostra Rio-São Paulo de Teatro de Rua. Entre os principais patrimônios culturais de Paraty se encontram: Forte Defensor Perpétuo; Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios; Igreja de Santa Rita de Cássia; Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito; e Igreja de Nossa Senhora das Dores. 

Projeto "Niterói Além da Ponte"

Uma iniciativa da Prefeitura de Niterói, o Projeto "Niterói Além da Ponte" tem como objetivo promover o intercâmbio cultural entre os municípios do Estado do Rio de Janeiro, ampliando assim, a circulação de artistas por todo o Estado. Demanda histórica dos artistas da cidade, o projeto levará 35 artistas de Niterói das áreas de música, dança, teatro e profissionais da fotografia (com uma exposição itinerante), todos selecionados via edital, a 16 municípios parceiros, entre os meses de maio a julho, sempre as sextas e sábados. 

Artista: Marcos Nimrichter  -  Categoria: Espetáculos

PRAÇA DA MATRIZ RUA DONA GERALDA S/N CENTRO - PARATY

Artista: The Calangles Rock Band  -  Categoria: Espetáculos

PRAÇA DA MATRIZ RUA DONA GERALDA S/N - CENTRO - PARATY